oh yeah. right on. so good.
objetivo: chegar ao via funchal.
obstáculo 1: chuva torrencial no caminho da parada de ônibus. obstáculo vencido, peguei o ônibus, desci na parada indicada, pronto, agora só precisava encontrar o via funchal. essa fase foi particularmente fácil, bastou seguir todos os hipsters de camisetinhas trendy, jeans skinny e all-star. cheguei ao local, não pode entrar fumando, ok, ok, tem um lixeiro logo ali, pronto, me deixa entrar. já dentro da casa o público era exatamente o que podia se esperar de um show de novo rock pós-punk blasé, ou como você queira classificar a banda. vamos lá, não tem tanta gente, dá pra sentar e esperar passar uma hora até o show começar. mas olha, essa única hora teve uns três dias de duração, de tanto que demorou, até que finalmente o cachorro grande subiu ao palco. surdez, surdez, surdez, eu até gosto dessa banda, gosto mesmo, mas esperando pelo show do interpol qualquer banda que estivesse ali no lugar seria demorada e desnecessária. acabou o cachorro grande, começou a peregrinação em busca de um lugar bom para assistir ao show.
obstáculo 2, baby: de onde surgiram todas essas pessoas? onde elas estavam? simplesmente brotaram do ar? geração espontânea de indies, i tell you. todas essas pessoas que surgiram do nada estavam entre mim e o palco, e todas essas pessoas eram mais altas que eu, sem exceção. então lá estou tentando me infiltrar entre o público, tentando chegar em algum lugar onde eu pudesse ver algo (de preferência pessoas – a banda) no palco e de repente luzes apagadas, gritos, oh meu deus, pioneer to the falls acontecendo.
pioneer to the falls acontecendo, gente, pioneer to the falls acontecendo junto com o meu desespero de tentar achar algum lugar onde eu pudesse assitir ao show. não achei, começou obstacle 1 e eu resolvi relaxar e aproveitar. oh, she’s bad.