Vi hoje, de dentro do ônibus, que pintaram o cruzamento da Engenheiro Santana Jr. com a uma rua que eu não sei o nome, perto do Terminal do Papicu. Pintaram exatamente as paredes com as inscrições do sapateiro que trabalha lá há não sei quantos anos. Nem sei se é sapateiro, apenas imagino.
Eu nunca gostei daquelas frases. Sempre achei feioso. E elas sempre diziam coisas do tipo “Os pobres têm a alma boa e os ricos são ruins”, tudo nesse estilo. Ok, me dê seu dinheiro, então. Mas divago. Eu passei lá e vi tudo branco. Quer dizer, branco não, manchado. A tinta era de pouca qualidade, então eu pude ver os resquícios das palavras. E é claro que, contrariando tudo que eu pensava antes, aproveitei a oportunidade para praguejar mentalmente as pessoas. E praguejar mentalmente esse acidente que as pessoas insitem em chamar de cidade. De Fortaleza.


