Arquivo para a categoria 'resmungos'

Já não tenho mais paciência pra esses vídeos de pobrinhos que pipocam na internet. Uma coisa era o Jeremias, que foi engraçado três anos atrás, mas insistir nesse formato cansa.

Comecei a ver aquele vídeo da Leona, a assassina vingativa, mas não consegui passar dos dez segundos. Qual é a grande graça? Tá bom de Vanessão, tá bom de Sem Meias Palavras, tá bom de paredes feias. Vamos ter mais classe, gente.

Hello, stranger

Closer é uma verdadeira desgraça para a humanidade. Além de ser horrível, o filme conseguiu estragar duas coisas que eram legais até o dia de seu lançamento: peruca rosa, como a que a Charlotte usa em Lost in Translation, e The Blower’s Daughter, que acabou virando um cover bizarro do Seu Jorge com a Ana Carolina. E a Simone, também? Acho que sim. Ou a versão dela já é uma outra? Não sei, mas é uma desgraça.

Apagaram tudo

Vi hoje, de dentro do ônibus, que pintaram o cruzamento da Engenheiro Santana Jr. com a uma rua que eu não sei o nome, perto do Terminal do Papicu. Pintaram exatamente as paredes com as inscrições do sapateiro que trabalha lá há não sei quantos anos. Nem sei se é sapateiro, apenas imagino.

Eu nunca gostei daquelas frases. Sempre achei feioso. E elas sempre diziam coisas do tipo “Os pobres têm a alma boa e os ricos são ruins”, tudo nesse estilo. Ok, me dê seu dinheiro, então. Mas divago. Eu passei lá e vi tudo branco. Quer dizer, branco não, manchado. A tinta era de pouca qualidade, então eu pude ver os resquícios das palavras. E é claro que, contrariando tudo que eu pensava antes, aproveitei a oportunidade para praguejar mentalmente as pessoas. E praguejar mentalmente esse acidente que as pessoas insitem em chamar de cidade. De Fortaleza.

são 2:59 do dia 07 de outubro. até o dia 23 eu preciso ter alguns muitos trabalhos prontos pra faculdade. eu não quero fazer esses trabalhos, tampouco quero ser jornalista quando crescer. o que me leva à eterna pergunta: pra que ainda curso a faculdade, então?

acho que deve ser por coisas tipo o seriado que vi no domingo, na casa de um familiar. acho que era um seriado, nem sei, mas era algo sobre um estágio na revista rolling stone. por um breve momento, ser jornalista parece algo interessante, mas interessante num jeito quase famosos, algo que nunca aconteceria comigo. aí eu vou, continuo na faculdade, me formo, e o melhor emprego que posso conseguir é pra ser repórter de algum caderno de cultura daqui da província, escrevendo muito provavelmente sobre um espetáculo de arte moderna onde todo mundo fica pelado.

if you’re bored then you’re boring

o problema é que eu preciso trabalhar. eu estou de férias, mas ainda ssim preciso acordar antes das sete todos os dias pra ir trabalhar. antes fosse um ambiente de trabalho tipo esse, mas não. justiça seja feita, o lugar onde eu trabalho é uma belezinha; pessoas simpáticas, meu chefe é bastante atencioso. mas mesmo assim. eu não entendo isso. as pessoas saem de casa todo dia e vão trabalhar. isso devia ser proibido. é muita maldade.

oi, eu perdi o sow do vanguart porque (aham) cheguei atrasada e não tinha mais ingresso pra mim. por favor, alguém me mata?

algumas fotos da viagem. em são paulo não fiz nada ainda, passei o dia inteiro dormindo pra me recuperar de um vôo demorado e cansativo. odeio conexões.

da janela do ônibus indo pro avião, em recife:

ônibus? tu num foi de avião, mulher?

da janela do apartamento, já em são paulo:

uma janela, um olhar (haha)

bagagem:

agora, ainda bem que eu viajo hoje e só volto na quinta da outra semana, viu, porque apesar de não ter nem duas semanas que começaram minhas aulas da faculdade eu já estou de sa-co chei-o. a aula parece que teve uma viagem no tempo desmond-style e ficou presa nas discussões dos anos 90. eu imagino essa aula (pra ajudar a visualizar eu prefiro pensar na palavra aula com perninhas e bracinhos, ou num quadrado – representando a sala de aula – cheio de pessoinhas dentro – alunos e professor, dã – também com perninhas e bracinhos. enfim, a aula enquanto pessoa.) eu imagino a aula vomitando esses clichezinhos sobre tecnologia e depois correndo pra conseguir chegar em casa a tempo de saber quem é o assassino em ‘a próxima vítima’. porque sério, a aula fede a anos 90. e ó, é o adalberto, viu. só pra ser ruim e fazer o spoiler, haha.

trying your luck

adivinha se a prova do estágio que eu estou pleiteando vaga será realizada na época que eu estarei em são paulo viajando?

sabe o que eu realmente odeio sobre as moscas? é quando elas estão voando e pousam no seu braço, por exemplo. aí você espanta, ela voa um pouco e depois pousa de novo no seu braço. exatamente no mesmo lugar. aí você espanta. e ela voa de novo um pouco mais e pousa de novo no seu braço. no mesmo lugar. e você sempre sentindo aquelas pernas nojentas e imundas encostando e voando e ao voltar encostando sempre.no.mesmo.lugar. é uma das piores sensações que um ser humano pode experimentar. é como se a mosca tivesse consciência de que está cutucando, a imunda.

dois capotes moram na minha casa. truman I e truman II, seus nomes. eu não sabia, mas os capotes são os animais que têm a maior capacidade de fazer barulho e acordar os outros. sério. então agora são cinco e trinta e sete da manhã e aqui estou eu ouvindo os trumans cantarem. e eu tenho certeza que o bairro inteiro também está escutando.

The one thing that would make the world alright today would be if Teenage Fanclub showed up to play a gig in my house.

essa é a assinatura da algum usuário, não lembro qual, do forum do teenage fanclub. he is as right as it gets.

não sei por que eu ainda saio com a tchurminha praticamente toda noite de sábado pra ir pra algum lugar ruim e rezar pra que toque pelo menos uma ou duas musiquinhas que eu realmente gosto, e não o usual artic monkeys/ bloc party que se toca nesses inferninhos indies que eu freqüento. eu não sei por que eu ainda faço isso se eu posso simplesmente ficar em casa vendo saturday night live – mesmo se o episódio for sem graça ainda é melhor do que ficar espremida no meio de gente feia e expansiva, ou seja, todo o público que freqüenta esses lugares (exceto meus amiguinhos, óbvio).

eu só quero saber o que será de minha vida agora que gilmore girls foi cancelado. o melhor seriado, o melhor. um porto seguro nesse mundinho das séries de tv.

how i burn

bom dia, meu nome é thais e eu estou tendo uma reação alérgica nesse exato momento. o megaupload (ou algum outro servidor estúpido desse tipo) achou por bem acabar o meu download do episódio 15 de lost com 37%, então agora eu tenho que esperar a porcaria do torrent resolver começar a baixar. ninguém me deu ovo de páscoa esse ano. e como se não bastasse toda a minha tragédia pessoal, a cidade está absurdamente quente. eu acredito que todo dia aumenta um grau a temperatura desse inferninho. e vou cortar meus braços e pernas, afinal, pra que eu preciso de membros quando eles estão coçando e cheios de bolinhas vermelhas? e por que essa porcaria de antialérgico ainda não fez efeito? meu deus, como eu sofro!

dans le cours de français

pessoa 1: – como é mesmo o nome do filme?
pessoa 2: – brilho eterno de uma mente sem lembranças. ufa!
pessoa 3, com ar intelectual: – não gostei, achei fatídico (wtf?).

no final todos concordam que filme bom mesmo é jogos mortais. ok.

“i think that i’m gonna melt in this town
so fucking sunny, i walk with a frown all day”

eu estou esperando que algum cientista bondoso venha do mundo civilizado até a minha cidade, faça algumas experiências – porque cientista que se preze tem que fazer experiências – e decrete, com toda a autoridade científica que lhe tenha sido concedida, que o clima daqui simplesmente não é adequado à vida humana. do mesmo jeito que decretaram que o clima de, sei lá, marte, não é adequado. ou pelo menos eu imagino que não deva ser.

i don’t stand a chance
in this fucked up world

stressée, moi?

se tem uma coisa que eu não entendo é essa tradição de pintar e incomodar quem está indo simplesmente se matricular numa faculdade. será possível que eu sou a única que percebo o ridículo da situação? que não quero meu rosto manchado com bobagens e que me incomodo com a invasão de espaço? no pior ambiente possível, quando estou começando a desenvolver uma dor de cabeça causada pelos gritinhos e apitos, me chega alguém e, num ato que eu considero nada menos que violento, me carimba o braço. ei, mas o que é isso? não, não quero, não. agora eu tenho certeza que já sou a antipática da turma, mas, sinceramente, i couldn’t care less. ah, mas na ufc só se passa uma vez, alguém me disse. amigo, desculpa, mas você está errado.

here we are at the transmission party.

arrependimentinho por não ter ido ao rio de janeiro. =~
notícia.

you’re lucky, lucky, you’re so lucky.

Oh, céus! Será que não posso me matricular na UECE?

rise and shine

para completar a semana infeliz que tive indo ao francês, eu resolvi que não iria chegar atrasada, pelo menos não no último dia da semana. saí de casa cedíssimo – seis e meia da manhã, um horário indecente – sem tomar a xícara de café preto que tomo todo dia para conseguir virar gente e não ser uma zumbi. pois bem, eu não tomei o café, eu era uma zumbi. peguei ônibus, depois outro ônibus, cheguei na cultura sete e vinte e cinco. right on time. comprei então um copinho de café – ufa – e fui até a sala. encontrei minha coleguinha e ela me pergunta que prova vou fazer hoje.
- não, não, as provas já acabaram, eu digo.
- sim, é verdade, mas hoje é a segunda chamada.

say what???

então eu acordo num horário indecente, pego dois ônibus pra chegar na cultura e não ter aula? e tenho que ficar esperando até nove e meia pra aula da outra cultura? siiim!

moral da história: oi, meu nome é thais e eu sou uma loser.