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são 2:59 do dia 07 de outubro. até o dia 23 eu preciso ter alguns muitos trabalhos prontos pra faculdade. eu não quero fazer esses trabalhos, tampouco quero ser jornalista quando crescer. o que me leva à eterna pergunta: pra que ainda curso a faculdade, então?

acho que deve ser por coisas tipo o seriado que vi no domingo, na casa de um familiar. acho que era um seriado, nem sei, mas era algo sobre um estágio na revista rolling stone. por um breve momento, ser jornalista parece algo interessante, mas interessante num jeito quase famosos, algo que nunca aconteceria comigo. aí eu vou, continuo na faculdade, me formo, e o melhor emprego que posso conseguir é pra ser repórter de algum caderno de cultura daqui da província, escrevendo muito provavelmente sobre um espetáculo de arte moderna onde todo mundo fica pelado.

agora, ainda bem que eu viajo hoje e só volto na quinta da outra semana, viu, porque apesar de não ter nem duas semanas que começaram minhas aulas da faculdade eu já estou de sa-co chei-o. a aula parece que teve uma viagem no tempo desmond-style e ficou presa nas discussões dos anos 90. eu imagino essa aula (pra ajudar a visualizar eu prefiro pensar na palavra aula com perninhas e bracinhos, ou num quadrado – representando a sala de aula – cheio de pessoinhas dentro – alunos e professor, dã – também com perninhas e bracinhos. enfim, a aula enquanto pessoa.) eu imagino a aula vomitando esses clichezinhos sobre tecnologia e depois correndo pra conseguir chegar em casa a tempo de saber quem é o assassino em ‘a próxima vítima’. porque sério, a aula fede a anos 90. e ó, é o adalberto, viu. só pra ser ruim e fazer o spoiler, haha.

trying your luck

adivinha se a prova do estágio que eu estou pleiteando vaga será realizada na época que eu estarei em são paulo viajando?

personagens que te fazem sentir

fato #1: prova de ética amanhã.
fato #2: series finale de gilmore girls na tv pela milésima vez.

atitude sensata: desligar a tv e estudar a ética jornalística (que assunto legal!)
atitude tomada: chorar horrores no sofá pela milésima vez vendo luke passar a noite costurando uma tenda pra proteger da chuva a festa de despedida de rory.

dans le cours de français

pessoa 1: – como é mesmo o nome do filme?
pessoa 2: – brilho eterno de uma mente sem lembranças. ufa!
pessoa 3, com ar intelectual: – não gostei, achei fatídico (wtf?).

no final todos concordam que filme bom mesmo é jogos mortais. ok.

stressée, moi?

se tem uma coisa que eu não entendo é essa tradição de pintar e incomodar quem está indo simplesmente se matricular numa faculdade. será possível que eu sou a única que percebo o ridículo da situação? que não quero meu rosto manchado com bobagens e que me incomodo com a invasão de espaço? no pior ambiente possível, quando estou começando a desenvolver uma dor de cabeça causada pelos gritinhos e apitos, me chega alguém e, num ato que eu considero nada menos que violento, me carimba o braço. ei, mas o que é isso? não, não quero, não. agora eu tenho certeza que já sou a antipática da turma, mas, sinceramente, i couldn’t care less. ah, mas na ufc só se passa uma vez, alguém me disse. amigo, desculpa, mas você está errado.

Oh, céus! Será que não posso me matricular na UECE?

rise and shine

para completar a semana infeliz que tive indo ao francês, eu resolvi que não iria chegar atrasada, pelo menos não no último dia da semana. saí de casa cedíssimo – seis e meia da manhã, um horário indecente – sem tomar a xícara de café preto que tomo todo dia para conseguir virar gente e não ser uma zumbi. pois bem, eu não tomei o café, eu era uma zumbi. peguei ônibus, depois outro ônibus, cheguei na cultura sete e vinte e cinco. right on time. comprei então um copinho de café – ufa – e fui até a sala. encontrei minha coleguinha e ela me pergunta que prova vou fazer hoje.
- não, não, as provas já acabaram, eu digo.
- sim, é verdade, mas hoje é a segunda chamada.

say what???

então eu acordo num horário indecente, pego dois ônibus pra chegar na cultura e não ter aula? e tenho que ficar esperando até nove e meia pra aula da outra cultura? siiim!

moral da história: oi, meu nome é thais e eu sou uma loser.